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sábado, 2 de maio de 2015

Histórico de Grenais em mata-mata

O Grenal se confunde com a história do RS. Realizado mais de 400 vezes ao longo dos anos, é o maior clássico do Sul do país e talvez o maior do país. Naturalmente, houve muitos grenais decisivos, principalmente para âmbito de competições estaduais e municipais. Mas ao contrário do senso comum, nem todo campeonato gaúcho é Grenal na final. Vale lembrar que muitas vezes, propositalmente, o Grenal era o último jogo do gauchão - porém como parte do calendário normal, já que o Campeonato Gaúcho não foi mata-mata por muito tempo. Sendo o último jogo, muitas vezes - porém algumas não - era o jogo que decidia o campeonato pois Grêmio e Inter estavam próximos em pontos. No entanto, estes jogos não são contados na seguinte lista, apesar de serem igualmente decisivos. São contados apenas jogos de mata-mata, muitas vezes sendo o jogo-extra, muito comum antigamente porém não muito hoje.
A dupla decidiu o campeonato em mata-mata em 1962, 1976, 1977, 1978, 1991, 1992, 1995, 1997, 1999, 2006 , 2010, 2011, 2014 e 2015. "Apenas" a décima quinta vez neste ano. Se destaca o grande número de Grenais em fases intermediárias da segunda metade da década de 70, marcado por regulamento muito estranhos - tendo como caso marcante o campeonato em que o Grêmio com a derrota se classificava e com a vitória não. A cor na coluna campeonato indica que clube passou de fase, enquanto no resultado indica o vencedor do jogo. Obviamente, o vermelho e branco significando triunfo colorado e o azul e preto triunfo gremista.


A história começo no longínquo ano de 1940, ainda que referente ao Citadino de Porto Alegre de 1939. Passa também pelo Torneio Início, realizado no RS nas décadas de 40 e 50, pelos campeonatos gaúchos, pelo Campeonato Brasileiro - o famoso Grenal do Século - além da Copa do Brasil, da Seletiva para Libertadores e até em torneios internacionais, na Copa Sul Americana. Sobre 1977, há a polêmica se realmente se tratava de uma final. O Grêmio, vencedor de dois turnos, foi para a fase final com dois pontos. O Inter, vencedor de um turno, com um ponto. Os times jogavam entre si até algum ficar com 4 pontos - o Grêmio precisando de uma vitória ou dois empates, o Inter precisando ganhar o primeiro jogo e não perder o segundo, ou empatar o primeiro e ganhar o segundo - levando o título.
Recentemente, com a adoção de formatos de estadual em dois turnos, são comuns enfrentamentos entre gremistas e colorados, seja no primeiro turno, no segundo ou na finalíssima. Fazendo as contas, Os times se enfrentaram 55 vezes. com 15 vitórias tricolores, 17 empates e 23 vitórias coloradas. No entanto, devido a regulamentos como gol fora, mais de um jogo, melhor campanha e etc, quem eliminou quem é uma conta diferente. Os tricolores eliminaram os colorados 12 vezes, enquanto os colorados eliminaram gremistas 24 vezes. O Grêmio já conseguiu eliminar o Inter duas vezes seguidas, em 1940 e 1949, enquanto o Inter conseguiu eliminar o Grêmio 4 vezes seguidas - entre 1989 e 1992. Feito que pode repetir se for consagrado campeão gaúcho na final de amanhã.
Contando apenas finais de campeonato, qualquer um dos pesquisados, os dois times se enfrentaram 28 vezes, com 10 vitórias gremistas, 8 empates e 10 vitórias colorados. Porém, devido aos regulamentos, o Grêmio foi 8 vezes campeão e o Inter 9 vezes. Isso sem contar o clássico de amanhã. E aí, você acha que o Inter aumenta a vantagem ou o Grêmio leva e chega mais perto do rival?

sexta-feira, 1 de maio de 2015

História do Grêmio no Gauchão

Esta postagem é uma breve história do Grêmio no gauchão ao longo da sua história. Começa com uma informação importante: até a década de 60, o Gauchão era por regiões, e havia geralmente só um time de Porto Alegre disputando-o, o que explica a ausência tricolor em muitas edições, especialmente na década de 40. Outras ausências são explicadas por participações em ligas paralelas. A tabela histórica de participações é a seguinte:

Tabela de participações

          Em primeiro lugar, é feito uma lista das posições já conquistadas. Gostaria de lembrar o leitor que no começo dos anos 2000 e fim dos anos 1990 as fórmulas dos torneios costumavam fazer com que a dupla GreNal entrasse em fases mais avançadas do torneio, o que explica o baixo número de jogos e uma possível confronto de posição do time com relação a outras fontes. Contabilizamos: 36 primeiro lugares, 26 segundos lugares, 2 terceiros lugares, 3 quartos lugares, 3 quintos lugares, um sexto lugar, um nada honrado oitavo lugar e 24 não participações. São 1444 jogos, com 897 vitórias, 339 empates e 208 derrotas. 2709 gols pró e 1009 gols contra.. Um aproveitamento médio de 73,89%. Comparado com o rival Inter, o Grêmio jogou menos, ganhou menos, empatou mais, perdeu mais, marcou mais gols, tomou mais gols (ainda sim ficando com saldo melhor) e pontuou menos - no geral e proporcionalmente.
As piores participações não são difíceis de definir. A pior, em termos de aproveitamento, é a sua primeira. 199, entrou na final e perdeu de 5x1 - e acabou, só isso. 1 jogo, 1 derrota, 0% de aproveitamento. Já de campeonatos mais longos, há o tenebroso 2003. Entrou numa fase mais avançada não venceu - 2 empates e 4 derrotas, com apenas 11,11% de aproveitamento. Outra campanha muito ruim, mas com torneios mais longos ainda, foi 2013, em que o clube aproveitou só 51,85% dos pontos possíveis, ficando no modesto quinto lugar. Porém, olhando apenas para a posição, não houve ano pior que 2002, no qual o Grêmio ficou em oitavo - com um (baixo) aproveitamento de 44,44%.
Agora vamos falar de coisa boa: as grandes campanhas. 100% de aproveitamento só foi possível em torneios mais curtos - o mais longo deles sendo o de 1960, com 6 jogos - e o feito se repetiu 6 vezes. Depois destas, a melhor campanha foi em 1965. 22 jogos. 20 vitórias e 2 empates: incríveis 95,45% de aproveitamento - era o Grêmio da época dos 12 de 13, tempo em que ganhou 12 de 13 gauchões disputados, tendo como um dos destaques o já falecido Aírton Pavilhão. Agora vejamos alguns gols históricos:

Gol 1: Máximo, Grêmio 1x5 Brasil-PEL, 19/10/1919
Gol 50: ?, Grêmio 7x1 Riograndense, 20/12/1931
Gol 100: ?, Grêmio 3x1 Floriano, 15/01/1950
Gol 150: ?, Pelotas 2x2 Grêmio, 01/02/1961
Gol 200: ?, Grêmio 6x0 Riograndense, 12/10/1961
Gol 250: ?, Juventude 1x4 Grêmio, 10/12/1961 (?)
Gol 300: ?, Grêmio 3x1 Rio Grande, 10/05/1964
Gol 400: ?, Grêmio 3x1 Guarany de Bagé, 07/08/1966
Gol 500: Vieira, Grêmio 2x1 Guarany de Bagé, 08/10/1967
Gol 600: Flecha (?), Ypiranga 2x5 Grêmio, 12/04/1970
Gol 700: Flecha, Grêmio 1x0 Esportivo, 31/07/1971
Gol 750: Humberto Ramos, Grêmio 2x0 Gaúcho, 25/04/1973
Gol 800: Iúra, Grêmio 3x1 Inter-SM, 24/11/1974
Gol 900: Ancheta, Grêmio 2x0 Inter, 28/07/1976
Gol 1000: André Catimba,, Grêmio 3x0 Estrela, 03/09/1978
Gol 1100: Éder, Bagé 0x5 Grêmio, 06/05/1979
Gol 1200: Baltazar, Caxias 1x3 Grêmio, 01/10/1979
Gol 1250: Héber (?), Caxias 0x5 Grêmio, 12/07/1981
Gol 1300: Edmar, São Paulo 0x2 Grêmio, 07/08/1984
Gol 1400: Luis Carlos Martins (?), São Paulo 2x4 Grêmio, 16/08/1984
Gol 1500: Valdo, Grêmio 5x0 Bagé, 19/03/1986
Gol 1600: Lima, Pelotas 0x1 Grêmio, 07/05/1987
Gol 1700: Paulo Egídio, Grêmio 2x2 Passo Fundo, 23/04/1989
Gol 1750: Nílson, Grêmio 1x1 Ypiranga, 21/04/1990
Gol 1800: Caio, Grêmio 2x1 Inter, 22/09/1991
Gol 1900: Carlinhos, Aimoré 0x4 Grêmio, 26/03/1994
Gol 2000: Nildo, Grêmio 2x2 Juventude, 26/06/1995
Gol 2100: Dinho, Grêmio 5x0 Santa Cruz, 27/04/1997
Gol 2200: Ronaldinho Gaúcho (?), Santa Cruz 1x3 Grêmio, 13/05/2000
Gol 2250: Caio Ribeiro, Grêmio 3x3 Juventude, 15/02/2003
Gol 2300: Élton, Grêmio 1x1 XV de Novembro, 01/04/2005
Gol 2400: Pereira, Esportivo 1x2 Grêmio, 24/02/2008
Gol 2500: Borges (?), Canoas 1x5 Grêmio, 07/02/2010
Gol 2600: Kléber, Grêmio 5x0 Novo Hamburgo, 11/03/2012
Gol 2700: Giuliano, Grêmio 2x0 Lajeadense, 22/03/2015

Como os dados são raros, muitas das marcas não são certas. O marcante milésimo gol foi marcado pelo histórico André Catimba, autor do gol do título do Gauchão de 1977. Pode ser destacada a presença de vários jogadores importantes para a história do futebol brasileiro e até mundial, como Éder, Valdo, Ronaldinho e Ancheta.

Vitória 1: Grêmio 3x0 Uruguaiana, 18/11/1920
Vitória 50: Guarany de Bagé 0x5 Grêmio, 28/10/1961
Vitória 100: Grêmio 1x0 Juventude, 18/10/1964
Vitória 150: Gaúcho 0x2 Grêmio, 29/10/1967

Vitória 200: Grêmio 2x0 Gaúcho, 10/06/1970

Vitória 250: Grêmio 1x0 Caxias, 29/07/1972

Vitória 300: Grêmio 4x0 Ypiranga, 13/06/1977
Vitória 400: Brasil-PEL 0x2 Grêmio, 15/08/1979
Vitória 500: Grêmio 2x0 Aimoré, 10/10/1984

Vitória 600: Inter 1x3 Grêmio, 28/05/1989

Vitória 700: Guarani-VA 0x2 Grêmio, 02/03/1996
Vitória 750: Passo Fundo 0x2 Grêmio, 02/05/2000
Vitória 800: Caxias 1x3 Grêmio, 18/03/2007



Contra quem será a vitória 900? Faltam apenas 3!

Jogo 1: Grêmio 1x5 Brasil-PEL, 19/10/1919
Jogo 50: Grêmio 6x0 14 de Julho, 01/02/1960
Jogo 100: Grêmio 3x1 Floriano, 23/06/1963
Jogo 150: Rio Grande 0x1 Grêmio, 01/08/1965
Jogo 200: Farroupilha 1x1 Grêmio, 15/10/1967
Jogo 250: Flamengo 0x2 Grêmio, 04/05/1969
Jogo 300: 14 de Julho 1x2 Grêmio, 27/09/1970
Jogo 400: Inter de São Borja 1x1 Grêmio, 11/05/1975
Jogo 500: Juventude 0x0 Grêmio, 08/10/1978
Jogo 600: São Paulo 0x1 Grêmio, 12/10/1989
Jogo 700: Grêmio 1x0 Aimoré, 29/09/1983
Jogo 750: Inter 2x0 Grêmio, 25/11/1984
Jogo 800: Grêmio 0x1 Juventude, 23/04/1986
Jogo 900: Juventude 4x3 Grêmio, 16/04/1989
Jogo 1000: Pelotas 1x3 Grêmio, 06/12/1992
Jogo 1100: Grêmio 3x3 São Luiz, 19/07/1995
Jogo 1200: Santa Cruz 0x0 Grêmio, 29/03/2001
Jogo 1250: Grêmio 1x1 XV de Novembro, 01/04/2005
Jogo 1300: Grêmio 0x0 Caxias, 13/03/2008
Jogo 1400: Grêmio 2x0 Caxias, 23/03/2013

     Tendo apenas um Grenal em jogos de números redondos e perdendo o mesmo, vale a pena destacar a estréia ruim do Grêmio em gauchões, ainda que esta seja cheia de glórias. Alguma dica, sugestão, correção, crítica? Manda aí!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Melhores gaúchos dos campeonatos brasileiros

         Opa gente, tudo bom? Ando meio ocupado mas achei um tempo aqui pra trazer mais dados interessantes. Dessa vez: os melhores times de cada estado no Brasileirão numa análise histórica. Começando com o maravilhoso estado do Rio Grande do Sul:

Melhores gaúchos por ano

Nas tabelas, podemos ver o melhor do colocado no campeonato brasileiro da época ou correspondente, sendo que quando o fundo é amarelo indica que o time foi campeão.
Temos como pano de fundo no começo o fim da década de 50 e o começo da década de 50. Houve muitos anos de domínio muito grande no Rio Grande do Sul, nas décadas de 40 e começo da década de 50, pelo Internacional, do Rolo Compressor, de Carlitos (maior artilheiro da história do Colorado, com 485 gols) , Nena, Tesourinho, Villaba e cia. De 1940 a 1955, o Inter ganhou incríveis 13 gauchões de 16 disputados. Porém, no ano seguinte, o cenário começa a se inverter. 
Em 1956, começa a era de um dos maiores times da história do Grêmio. Em 1954, dois anos antes, é inaugurado o Estádio Olímpico, e seus resultados não demoram a vir: de 1956 a 1968, o Grêmio ganhou 12 de 13 gauchões disputados. Era o Grêmio de Everaldo, Gessy, Juarez, de Alcindo, o Bugre, maior artilheiro tricolor com 231 gols. Também se destacava, pela liderança, Aírton Pavilhão.
Essa disparidade entre os dois times viria a se mostrar a nível nacional: na finada Taça Brasil, o Grêmio foi o clube que mais participou - não só do RS, mas dentre todos os clubes do Brasil - só tendo ficado de fora em um ano. Sua melhor posição foi um honrado quarto lugar, sempre competindo contra esquadrões, como o Santos de Pelé, Botafogo de Garrincha, Palmeiras de Ademir da Guia, Djalma Santos, Cruzeiro de Tostão e etc.
No fim da década de 68 o cenário começava a se reverter de novo: o Inter começava a subir de novo. Em 1967 e 1968, nas duas primeiras edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, vulgo Robertão, ficou em segundo colocado. Porém, no ano de 1969 há um fato marcante para a história do futebol gaúcho: a inauguração do estádio Beira-Rio. Com ela, surgiram no Inter craques do naipe de Valdomiro, Claudiomiro, Dadá Maravilha, Manga, Falcão, Don Elias Figueroa, Carpeggiani, que formaram um dos maiores esquadrões da história do futebol brasileiro, apesar da forte concorrência da Máquina Tricolor, de Félix, Carlos Alberto Torres, Edinho, Dirceu, Rivellino e Dorval, também da concorrência do Cruzeiro de Raúl, Nelinho, Piazza, Jairzinho e Palhinha. O Inter consegue por 9 vezes seguidas, ser o melhor time gaúcho do campeonato brasileiro, um recorde estadual, duas vezes sendo nesse período o melhor clube do Brasil. Durante o período de 1968 e 1980 o Internacional só ficou fora dos 5 melhores colocados do Brasileirão uma vez. 
Em 1977 o Grêmio renasce. Tendo nomes como Oberdan Vilain, Ancheta, um dos melhores zagueiros da Copa de 70, Tarciso, Tadeu Ricci, Iúra, o então jovem Éder Aleixo e o histórico centro-avante André Catimba, todos estes comandados na casa-mata por ninguém menos que Telê Santana. Foi campeão estadual nesse ano e quebrou sequência de títulos do Inter, a época octa campeão estadual, além de ficar a frente do rival no campeonato nacional. Se nota esse ano como um ponto fora da curva. Até o fim da década de 70 o Inter volta a reinar, sendo inclusive campeão brasileiro invicto em 1979, no ano seguinte também sendo vice campeão da América.
No ano de 1980, a ampliação do Olímpico é concluída, com o mesmo virando Olímpico Monumental. E novamente, os resultados não tardam a vir. No ano seguinte, o Grêmio é campeão brasileiro em cima do São Paulo em pleno Morumbi, com gol de Baltazar. Dois anos depois o Grêmio é campeão da América e do mundo. A década de 80 foi marcada por domínio gremista em relação ao Internacional, apesar do rival constantemente montar bons times, com jogadores como Ruben Páz, Taffarel, Luís Carlos Winck e o uruguaio Aguirregaray. O auge desses bons times é visto no fim da década, quando o Inter foi duas vezes seguidas vice-campeão nacional, no polêmico campeonato de 1987 e no de 1988. Também não pode ser deixado de citar o feito histórico do Brasil de Pelotas em 1985, ano em que ficou em terceiro colocado no campeonato nacional, só ficando atrás de Coritiba e Bangu.
Já na década de 90, apesar do começo ruim para os tricolores, houve um domínio gremista em títulos e grandes jogadores, esse domínio não se mostrou tão evidente no campeonato brasileiro, em que apesar do Grêmio ser campeão (no ano de 1996), ficou como melhor colocado 5 vezes e o Inter como melhor também 5 vezes. Os grandes anos do Internacional sendo 1992, em que ganhou a Copa do Brasil e 1997, em que foi terceiro colocado no campeonato brasileiro, num time contando Fernando, Christian, Fabiano Cachaça, todos comandados pelo então desconhecido Celso Roth.
No começo dos anos 2000, o Grêmio, ajudado financeiramente pela ISL, forma um grande time e domina o cenário regional, essa superioridade traduzida em 3 vezes seguidas melhores que o rival. Porém, quando a ISL vai a falência, o Grêmio entra em crise financeira forte e é até rebaixado, tudo isso contribuindo para uma época de mais sucesso do colorado, com o Grêmio 4 anos seguidos não sendo o melhor time. O Internacional, então começando a se reestruturar, sob a presidência de Fernando Carvalho, começa a montar um de seus maiores times da história, apesar de em 2004, ano muito estranho para o futebol, o Juventude ter sido o melhor gaúcho. 
Já os anos seguintes, apesar do grande sucesso internacional do colorado, esse sucesso não é conseguido nacionalmente, com o Grêmio mostrando certa regularidade nas cabeças e se revezando com o Internacional. Analisando os dados, temos: 28 vezes o Grêmio como melhor colocado, 27 vezes o Internacional, uma vez o Brasil de Pelotas e uma vez o Juventude. É possível notar uma forte polarização da dupla Grenal na história do futebol gaúcho. De sequências, a maior foi a do Inter de 1968 a 1976, com 9 campeonatos. Logo após, do Grêmio, de 1963 a 1967. O maior período longe do topo para o Grêmio foi justamente de 1968 a 1976, campeonatos. Do Inter foi de 1981 a 1986, com 6 campeonatos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jogadores que marcaram contra o G12

          Opa, tudo bom? Sou e sempre foi um APAIXONADO por estatísticas de futebol, por isso decidi criar essa porra, por mais que eu não seja matemático ou estatístico. Por fruto de curiosidade (e MUITO ócio, diga-se de passagem), comecei a pensar ontem: quantos jogadores marcaram contra TODOS os times do G12? Será um feito difícil? Muita gente conseguiu? Na minha cabeça, era algo foda pra caralho, coisa que só gente BOA conseguiu, só grandes atacantes tipo, sei lá, Luizão, Amoroso, Edilson Capetinha, Viola, Romário, Edmundo e caralho a quatro.
        Como eu não tô trabalhando no momento (emprego plz come to Brazil), decidi pesquisar mais a fundo e não é que não é bem assim, tem na lista gente que, digamos, não é o atacante mais técnico do mundo e passa longe de ser o segundo e o terceiro. Antes de postar, algumas CONSIDERAÇÕES:
1) G12 consiste em Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. "ain mas o Bahia é grande devia estar aí", olha, não tô aqui pra discutir isso.
2) Ali na lista tá o dia, o campeonato e o adversário, pra depois procurarem melhor se quiserem.
3) Sim, eu contabilizei gol contra do Rogério Ceni.
4) O gol na lista é apenas um dos exemplos. Não é necessariamente o único, não é necessariamente o primeiro, o último.
5) As fontes são os maravilhousos sites zerozero.pt, transfermarkt.com e futpedia.com. Recomendo todos com MUITA força pra quem gosta de futebol.
6) Só foram considerados jogadores em atividade, pois senão a lista seria gigantesca.
         Organizei por ordem alfabética. O primeiro é sim, ELE: ALECSANDRO, o homem do calcanhar dourado, filho do Lela, irmão do Richarlyson. Não precisa explicar mais quem é né? Acho que não tem nenhum Alecsandro genérico. Enfim, é o centroavante ex-Cruzeiro, Inter (campeão da Libertadores como titular lá), Atlético-MG, Vasco e atualmente Flamengo. É, por incrível que pareça, um dos maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro desde 2003, quando começou o regulamento por pontos corridos. Tá BEM longe de ser um cara que joga bem, que tem técnica, mas tá sempre aí, jogando em time grande, fazendo gol, no fim é o que importa né?

Datas de vítimas de Alecsandro
          Ele estar na lista sendo um cara tão sem técnica meio que surpreende né?
Enfim, vamos ao segundo: Alexsandro de Souza. O Alex. Sim, aquele. O (injustamente apelidado, diga-se de passagem) Alexotan. O meia, ex-Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro, que fez sucesso no Fenerbahce e voltou pro Coritiba (não citei o Flamengo porque ele não jogou lá, só vestiu a camisa e entrou em campo, jogar é uma palavra muito forte). O cara é meia, tem mais de 400 gols na carreira, merece respeito, joga DEMAIS. Segue a lista:

Datas de vítimas de Alex
         Apesar de eu ter colocado esse gol dele em 2013 contra o São Paulo, vale lembrar desse: 
        Uma PINTURA.

        O terceiro da lista: Dagoberto. Vulgo Dagol, revelado (e odiado pela torcida do) pelo Atlético-PR, ficou anos no São Paulo para depois migrar pra Internacional e daí Cruzeiro. Eu tenho ódio mortal desse sujeito porque ele SEMPRE faz gol no Grêmio. Apesar de nunca ter sido um cara goleador, é TETRA campeão brasileiro e deve ser penta esse ano (2014), se juntando a seleta lista de Zinho e Andrade como o maior vencedor de campeonato brasileiro (pós-1970). Os gols dele, a seguir:

Datas de vítimas de Dagoberto
         O mais interessante é que nem precisa contar a época dele no Atlético Paranaense que ele consegue fazer gol em todos do G12 mesmo assim. Agora vamos a: Diego Souza. Revelado pelo Fluminense e com passagens fracas por Flamengo e Benfica, RENASCEU no Grêmio, para depois rondar por Palmeiras, Atlético Mineiro, Vasco, Cruzeiro exterior e atualmente se encontra no Sport. Sempre alternou bons e maus momentos na sua carreira, também sendo um grande andarilho. Impressiona o fato dele ser meia e ainda assim estar nessa lista. Os seus números são os seguintes: 

Datas de vítimas de Diego Souza
        A seguir temos: Fred. Por anos autor do gol mais rápido da história do futebol (esse: https://www.youtube.com/watch?v=fvPiSQn999A, já superado), Revelado pelo América-MG, foi para o Cruzeiro numa jogada de MESTRE do então presidente do Cruzeiro, Alvimar Perrella, que o trocou por Gerson Magrão. Após uma boa passagem pelo Cruzeiro passou anos no Lyon da França até ser contratado pelo Fluminense, clube no qual foi bicampeão brasileiro e é ídolo. Pelo Fluminense, só não marcou contra o Santos (e contra o Fluminense rs):

Datas de vítimas de Fred
        Agora temos como outro a conseguir o feito Luís Fabiano. Ídolo da Ponte Preta e protagonista de uma relação de amor e ódio com o São Paulo, o atacante é um dos grandes artilheiros do clube tricolor.  Após anos na Europa, voltou para o SPFC em 2011. Se nota um curioso jejum de gols contra o Internacional que dura mais de uma década. Seus números são os seguintes:

Datas de vítimas de Luís Fabiano
        Agora temos outro na lista, que se destaca pela sua LONGEVIDADE no futebol e por ter estourado tarde: Paulo Baier. Com recém completados 40 anos, dono de passagens de sucesso por Criciúma, Goiás e Atlético Paranaense, o meia é o maior artilheiro do campeonato brasileiro de pontos corridos, colecionando mais de 100 gols. Seguem os seus números:

Datas de vítimas de Paulo Baier
         Números estes conseguidos somente de 2008 para cá, ano no qual completou 34 anos. O último da lista é talvez um dos maiores futebolistas em atividade no mundo: Rogério Ceni. Maior goleiro artilheiro da história e grande ídolo do São Paulo Futebol Clube, o goleiro marcou gols em diversos clubes.

Datas de vítimas de Rogério Ceni
Algum dado errado? Alguma sugestão? Algo que não bate? Algum jogador que você acha que pode também ter conseguido? Comenta aí!