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sábado, 2 de maio de 2015

Histórico de Grenais em mata-mata

O Grenal se confunde com a história do RS. Realizado mais de 400 vezes ao longo dos anos, é o maior clássico do Sul do país e talvez o maior do país. Naturalmente, houve muitos grenais decisivos, principalmente para âmbito de competições estaduais e municipais. Mas ao contrário do senso comum, nem todo campeonato gaúcho é Grenal na final. Vale lembrar que muitas vezes, propositalmente, o Grenal era o último jogo do gauchão - porém como parte do calendário normal, já que o Campeonato Gaúcho não foi mata-mata por muito tempo. Sendo o último jogo, muitas vezes - porém algumas não - era o jogo que decidia o campeonato pois Grêmio e Inter estavam próximos em pontos. No entanto, estes jogos não são contados na seguinte lista, apesar de serem igualmente decisivos. São contados apenas jogos de mata-mata, muitas vezes sendo o jogo-extra, muito comum antigamente porém não muito hoje.
A dupla decidiu o campeonato em mata-mata em 1962, 1976, 1977, 1978, 1991, 1992, 1995, 1997, 1999, 2006 , 2010, 2011, 2014 e 2015. "Apenas" a décima quinta vez neste ano. Se destaca o grande número de Grenais em fases intermediárias da segunda metade da década de 70, marcado por regulamento muito estranhos - tendo como caso marcante o campeonato em que o Grêmio com a derrota se classificava e com a vitória não. A cor na coluna campeonato indica que clube passou de fase, enquanto no resultado indica o vencedor do jogo. Obviamente, o vermelho e branco significando triunfo colorado e o azul e preto triunfo gremista.


A história começo no longínquo ano de 1940, ainda que referente ao Citadino de Porto Alegre de 1939. Passa também pelo Torneio Início, realizado no RS nas décadas de 40 e 50, pelos campeonatos gaúchos, pelo Campeonato Brasileiro - o famoso Grenal do Século - além da Copa do Brasil, da Seletiva para Libertadores e até em torneios internacionais, na Copa Sul Americana. Sobre 1977, há a polêmica se realmente se tratava de uma final. O Grêmio, vencedor de dois turnos, foi para a fase final com dois pontos. O Inter, vencedor de um turno, com um ponto. Os times jogavam entre si até algum ficar com 4 pontos - o Grêmio precisando de uma vitória ou dois empates, o Inter precisando ganhar o primeiro jogo e não perder o segundo, ou empatar o primeiro e ganhar o segundo - levando o título.
Recentemente, com a adoção de formatos de estadual em dois turnos, são comuns enfrentamentos entre gremistas e colorados, seja no primeiro turno, no segundo ou na finalíssima. Fazendo as contas, Os times se enfrentaram 55 vezes. com 15 vitórias tricolores, 17 empates e 23 vitórias coloradas. No entanto, devido a regulamentos como gol fora, mais de um jogo, melhor campanha e etc, quem eliminou quem é uma conta diferente. Os tricolores eliminaram os colorados 12 vezes, enquanto os colorados eliminaram gremistas 24 vezes. O Grêmio já conseguiu eliminar o Inter duas vezes seguidas, em 1940 e 1949, enquanto o Inter conseguiu eliminar o Grêmio 4 vezes seguidas - entre 1989 e 1992. Feito que pode repetir se for consagrado campeão gaúcho na final de amanhã.
Contando apenas finais de campeonato, qualquer um dos pesquisados, os dois times se enfrentaram 28 vezes, com 10 vitórias gremistas, 8 empates e 10 vitórias colorados. Porém, devido aos regulamentos, o Grêmio foi 8 vezes campeão e o Inter 9 vezes. Isso sem contar o clássico de amanhã. E aí, você acha que o Inter aumenta a vantagem ou o Grêmio leva e chega mais perto do rival?

sexta-feira, 1 de maio de 2015

História do Inter no Gauchão

Esta postagem é uma breve história do Inter no gauchão ao longo da sua história. Começa com uma informação importante: até a década de 60, o Gauchão era por regiões, e havia geralmente só um time de Porto Alegre disputando-o, o que explica a ausência do colorado em muitas edições. Outras ausências são explicadas por participações em ligas paralelas. A tabela histórica de participações é a seguinte:

Tabela de participações

       Primeiro, fazendo um apanhado de posições, temos o seguinte: 43 primeiros lugares, 20 segundos lugares, 3 terceiros lugares, 3 quartos lugares, 1 sétimo lugar e 26 não participações. Um total de 1468 jogos, 921 vitórias, 357 empares e 190 derrotas. 2624 gols pró e 947 contra. 2432 pontos (lembrar que até 1994 a vitória valia dois pontos). Um aproveitamento médio de 74,91%.
Suas piores participações: em termos de aproveitamento, é o campeonato de 1936, no qual apenas teve 33,33% de aproveitamento, porém vale lembrar que o campeonato era muito curto e por isso os números devem ser isto com outros olhos. Em campeonatos mais longos, a campanha de 2000 vale a pena ser esquecida: 5 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. Apenas 50% de aproveitamento, apesar do terceiro lugar. Mas ao focarmos somente em posição no campeonato, o verdadeiro ano para esquecido é 2007. Terminou no mísero sétimo lugar, sendo eliminado pelo Veranópolis e ficando inclusive com saldo negativo - coisa até hoje única por parte do colorado no Gauchão.
Agora, suas melhores campanhas: foram 11 anos em que houve 100% de aproveitamento, isto é, vencer todos os jogos. Quase todos são em campeonatos mais antigos, em que havia poucos jogos. Porém, em 1974 o Inter conseguiu o feito de ser campeão invicto ganhando todos seus 18 jogos. Chama a tenção o fato do time só ter tomado 2 gols durante a campanha.
Vejamos agora alguns dados de jogos, vitórias e gols de números redondos.

Jogo 1: Inter 4x1 Nacional, 28/12/1927
Jogo 50: Brasil-PEL 0x3 Inter, 11/12/1955
Jogo 100: Rio Grande 0x3 Inter, 23/06/1963
Jogo 150: Guarany de Bagé 0x0 Inter, 08/08/1965
Jogo 200: Inter 2x0 Riograndense, 29/10/1967
Jogo 250: N. Hamburgo 0x1 Inter, 18/05/1969
Jogo 300: Inter 1x0 Cruzeiro, 23/09/1970
Jogo 400: Gaúcho 0x1 Inter, 15/09/1974
Jogo 500: Inter 5x0 N. Hamburgo, 12/08/1978
Jogo 600: Inter 0x0 Bagé, 13/08/1980
Jogo 700: Inter 3x0 Juventude, 30/06/1983
Jogo 750: Inter 2x0 Bagé, 03/10/1984
Jogo 800: São Borja 3x0 Inter, 06/03/1986
Jogo 900: Inter 3x1 Pelotas, 05/06/1988
Jogo 1000: Inter 1x0 Lajeadense, 18/09/1991
Jogo 1100: Inter 1x1 Pelotas, 10/05/1995
Jogo 1200: Inter 2x0 XV de Nov., 02/04/2000
Jogo 1250: Inter 2x1 Grêmio, 04/04/2004
Jogo 1300: Inter 1x0 Juventude, 17/03/2007
Jogo 1400: Inter 7x0 Juventude, 17/03/2012

O histórico milésimo jogo do clube pelo gauchão foi no longínquo ano de 1991, ano no qual foi campeão.

Vitória 1: Inter 4x1 Nacional, 28/12/1927
Vitória 50: Inter 1x0 Cruzeiro, 30/07/1961
Vitória 100: Guarany de Bagé 1x4 Inter, 04/10/1964
Vitória 150: Inter 1x0 Brasil-PEL, 25/05/1968
Vitória 200: Esportivo 0x2 Inter, 09/09/1970
Vitória 250: Bagé 0x1 Inter, 11/03/1973
Vitória 300: Inter 2x0 Associação Caxias, 16/07/1975
Vitória 400: Inter 5x0 Farroupilha, 27/06/1979
Vitória 500: Grêmio 0x2 Inter, 23/09/1984
Vitória 600: Inter 2x1 Caxias, 21/05/1989
Vitória 700: Inter 1x0 São Luiz, 04/06/1995
Vitória 750: Inter 4x2 Esportivo, 22/04/2000
Vitória 800: São José 2x6 Inter, 26/03/2006
Vitória 900: Pelotas 0x1 Inter, 05/02/2014

Vale o destaque para completar 500 vitórias no Gauchão em cima do rival Grêmio - então campeão do mundo. Então, a lsita de gols históricos de números redondos.

Gol 1: (?), Inter 4x1 Nacional, 28/12/1927
Gol 150: Villalba, Inter 2x1 Grêmio Santanaense 31/10/1948
Gol 200: Alfeu (?), Inter 7x1 Juventude 06/06/1961
Gol 250: Alfeu, Inter 2x3 Grêmio 10/12/1961
Gol 300: Sapiranga (?), Inter 2x0 Guarany de Bagé, 04/08/1963

Gol 400: (?), Inter 2x1 Guarany de Bagé, 30/10/1966
Gol 500: Scala, Inter 3x0 Farroupilha 24/04/1969
Gol 600: Jangada, Santa Cruz 1x1 Inter 18/04/1971
Gol 700: Djair, Aimoré 0x4 Inter 28/04/1973
Gol 750: Escurinho, Inter 1x0 Associação Caxias 08/09/1974

Gol 800: Escurinho, Inter 4x0 Cachoeira 21/05/1975
Gol 900: Valdomiro, Inter 3x0 Esportivo 01/08/1976
Gol 1000: Falcão, Grêmio 2x2 Inter 10/09/1978
Gol 1100: Jair, Inter 1x0 Inter-SM 16/05/1979
Gol 1200: André Luís, Inter-SM 0x1 Inter 15/10/1980
Gol 1250: Cléo, Inter 4x0 Guarany de Bagé 13/11/1981

Gol 1300: Geraldão, São José 0x4 Inter 06/08/1982
Gol 1400: Jussiê, Grêmio 0x2 Inter 23/08/1984
Gol 1500: Sabará, Bagé 1x1 Inter 12/03/1986
Gol 1600: Amarildo, Inter 4x0 Santa Cruz 26/04/1987
Gol 1700: Nélson Bortolazzi (?), Inter 4x0 Glória 08/04/1990

Gol 1750: Cuca, Aimoré 1x2 Inter 31/10/1991
Gol 1800: Célio Lino, Caxias 1x1 Inter 22/11/1992
Gol 1900: Leandro Machado, Glória 1x2 Inter 29/11/1994

Gol 2000: Christian, Inter 3x0 Veranópolis 26/02/1997

Gol 2100: Márcio Goiano, Inter 2x0 XV de Novembro 02/04/2000

Gol 2200: Edinho, Juventude 1x2 Inter 20/03/2005
Gol 2250: Chiquinho, São José 2x6 Inter 26/03/2006
Gol 2300: Gil, Veranópolis 1x3 Inter 23/03/2008
Gol 2400: Giuliano, Inter 5x0 Juventude 27/01/2010
Gol 2500: Jajá, Inter 7x0 Juventude 17/03/2012
Gol 2600: Sasha, Inter 4x4 São José 04/02/2015

Nem todos os nomes foi possível afirmar com certeza, pois faltam dados. Fatos curiosos como o simbolismo do milésimo gol da história do time no torneio ser justamente marcado por um dos maiores ídolos contra o maior rival. Também é curioso que Giuliano, Edinho, Chrisian e Cuca também jogariam com a camisa tricolor, este último tendo uma passagem considerada muito boa pelo time azul, sendo campeão da Copa do Brasil.
Alguma dúvida, sugestão, crítica, correção? Pode comentar aí :)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Melhores gaúchos dos campeonatos brasileiros

         Opa gente, tudo bom? Ando meio ocupado mas achei um tempo aqui pra trazer mais dados interessantes. Dessa vez: os melhores times de cada estado no Brasileirão numa análise histórica. Começando com o maravilhoso estado do Rio Grande do Sul:

Melhores gaúchos por ano

Nas tabelas, podemos ver o melhor do colocado no campeonato brasileiro da época ou correspondente, sendo que quando o fundo é amarelo indica que o time foi campeão.
Temos como pano de fundo no começo o fim da década de 50 e o começo da década de 50. Houve muitos anos de domínio muito grande no Rio Grande do Sul, nas décadas de 40 e começo da década de 50, pelo Internacional, do Rolo Compressor, de Carlitos (maior artilheiro da história do Colorado, com 485 gols) , Nena, Tesourinho, Villaba e cia. De 1940 a 1955, o Inter ganhou incríveis 13 gauchões de 16 disputados. Porém, no ano seguinte, o cenário começa a se inverter. 
Em 1956, começa a era de um dos maiores times da história do Grêmio. Em 1954, dois anos antes, é inaugurado o Estádio Olímpico, e seus resultados não demoram a vir: de 1956 a 1968, o Grêmio ganhou 12 de 13 gauchões disputados. Era o Grêmio de Everaldo, Gessy, Juarez, de Alcindo, o Bugre, maior artilheiro tricolor com 231 gols. Também se destacava, pela liderança, Aírton Pavilhão.
Essa disparidade entre os dois times viria a se mostrar a nível nacional: na finada Taça Brasil, o Grêmio foi o clube que mais participou - não só do RS, mas dentre todos os clubes do Brasil - só tendo ficado de fora em um ano. Sua melhor posição foi um honrado quarto lugar, sempre competindo contra esquadrões, como o Santos de Pelé, Botafogo de Garrincha, Palmeiras de Ademir da Guia, Djalma Santos, Cruzeiro de Tostão e etc.
No fim da década de 68 o cenário começava a se reverter de novo: o Inter começava a subir de novo. Em 1967 e 1968, nas duas primeiras edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, vulgo Robertão, ficou em segundo colocado. Porém, no ano de 1969 há um fato marcante para a história do futebol gaúcho: a inauguração do estádio Beira-Rio. Com ela, surgiram no Inter craques do naipe de Valdomiro, Claudiomiro, Dadá Maravilha, Manga, Falcão, Don Elias Figueroa, Carpeggiani, que formaram um dos maiores esquadrões da história do futebol brasileiro, apesar da forte concorrência da Máquina Tricolor, de Félix, Carlos Alberto Torres, Edinho, Dirceu, Rivellino e Dorval, também da concorrência do Cruzeiro de Raúl, Nelinho, Piazza, Jairzinho e Palhinha. O Inter consegue por 9 vezes seguidas, ser o melhor time gaúcho do campeonato brasileiro, um recorde estadual, duas vezes sendo nesse período o melhor clube do Brasil. Durante o período de 1968 e 1980 o Internacional só ficou fora dos 5 melhores colocados do Brasileirão uma vez. 
Em 1977 o Grêmio renasce. Tendo nomes como Oberdan Vilain, Ancheta, um dos melhores zagueiros da Copa de 70, Tarciso, Tadeu Ricci, Iúra, o então jovem Éder Aleixo e o histórico centro-avante André Catimba, todos estes comandados na casa-mata por ninguém menos que Telê Santana. Foi campeão estadual nesse ano e quebrou sequência de títulos do Inter, a época octa campeão estadual, além de ficar a frente do rival no campeonato nacional. Se nota esse ano como um ponto fora da curva. Até o fim da década de 70 o Inter volta a reinar, sendo inclusive campeão brasileiro invicto em 1979, no ano seguinte também sendo vice campeão da América.
No ano de 1980, a ampliação do Olímpico é concluída, com o mesmo virando Olímpico Monumental. E novamente, os resultados não tardam a vir. No ano seguinte, o Grêmio é campeão brasileiro em cima do São Paulo em pleno Morumbi, com gol de Baltazar. Dois anos depois o Grêmio é campeão da América e do mundo. A década de 80 foi marcada por domínio gremista em relação ao Internacional, apesar do rival constantemente montar bons times, com jogadores como Ruben Páz, Taffarel, Luís Carlos Winck e o uruguaio Aguirregaray. O auge desses bons times é visto no fim da década, quando o Inter foi duas vezes seguidas vice-campeão nacional, no polêmico campeonato de 1987 e no de 1988. Também não pode ser deixado de citar o feito histórico do Brasil de Pelotas em 1985, ano em que ficou em terceiro colocado no campeonato nacional, só ficando atrás de Coritiba e Bangu.
Já na década de 90, apesar do começo ruim para os tricolores, houve um domínio gremista em títulos e grandes jogadores, esse domínio não se mostrou tão evidente no campeonato brasileiro, em que apesar do Grêmio ser campeão (no ano de 1996), ficou como melhor colocado 5 vezes e o Inter como melhor também 5 vezes. Os grandes anos do Internacional sendo 1992, em que ganhou a Copa do Brasil e 1997, em que foi terceiro colocado no campeonato brasileiro, num time contando Fernando, Christian, Fabiano Cachaça, todos comandados pelo então desconhecido Celso Roth.
No começo dos anos 2000, o Grêmio, ajudado financeiramente pela ISL, forma um grande time e domina o cenário regional, essa superioridade traduzida em 3 vezes seguidas melhores que o rival. Porém, quando a ISL vai a falência, o Grêmio entra em crise financeira forte e é até rebaixado, tudo isso contribuindo para uma época de mais sucesso do colorado, com o Grêmio 4 anos seguidos não sendo o melhor time. O Internacional, então começando a se reestruturar, sob a presidência de Fernando Carvalho, começa a montar um de seus maiores times da história, apesar de em 2004, ano muito estranho para o futebol, o Juventude ter sido o melhor gaúcho. 
Já os anos seguintes, apesar do grande sucesso internacional do colorado, esse sucesso não é conseguido nacionalmente, com o Grêmio mostrando certa regularidade nas cabeças e se revezando com o Internacional. Analisando os dados, temos: 28 vezes o Grêmio como melhor colocado, 27 vezes o Internacional, uma vez o Brasil de Pelotas e uma vez o Juventude. É possível notar uma forte polarização da dupla Grenal na história do futebol gaúcho. De sequências, a maior foi a do Inter de 1968 a 1976, com 9 campeonatos. Logo após, do Grêmio, de 1963 a 1967. O maior período longe do topo para o Grêmio foi justamente de 1968 a 1976, campeonatos. Do Inter foi de 1981 a 1986, com 6 campeonatos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jogadores que marcaram contra o G12

          Opa, tudo bom? Sou e sempre foi um APAIXONADO por estatísticas de futebol, por isso decidi criar essa porra, por mais que eu não seja matemático ou estatístico. Por fruto de curiosidade (e MUITO ócio, diga-se de passagem), comecei a pensar ontem: quantos jogadores marcaram contra TODOS os times do G12? Será um feito difícil? Muita gente conseguiu? Na minha cabeça, era algo foda pra caralho, coisa que só gente BOA conseguiu, só grandes atacantes tipo, sei lá, Luizão, Amoroso, Edilson Capetinha, Viola, Romário, Edmundo e caralho a quatro.
        Como eu não tô trabalhando no momento (emprego plz come to Brazil), decidi pesquisar mais a fundo e não é que não é bem assim, tem na lista gente que, digamos, não é o atacante mais técnico do mundo e passa longe de ser o segundo e o terceiro. Antes de postar, algumas CONSIDERAÇÕES:
1) G12 consiste em Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. "ain mas o Bahia é grande devia estar aí", olha, não tô aqui pra discutir isso.
2) Ali na lista tá o dia, o campeonato e o adversário, pra depois procurarem melhor se quiserem.
3) Sim, eu contabilizei gol contra do Rogério Ceni.
4) O gol na lista é apenas um dos exemplos. Não é necessariamente o único, não é necessariamente o primeiro, o último.
5) As fontes são os maravilhousos sites zerozero.pt, transfermarkt.com e futpedia.com. Recomendo todos com MUITA força pra quem gosta de futebol.
6) Só foram considerados jogadores em atividade, pois senão a lista seria gigantesca.
         Organizei por ordem alfabética. O primeiro é sim, ELE: ALECSANDRO, o homem do calcanhar dourado, filho do Lela, irmão do Richarlyson. Não precisa explicar mais quem é né? Acho que não tem nenhum Alecsandro genérico. Enfim, é o centroavante ex-Cruzeiro, Inter (campeão da Libertadores como titular lá), Atlético-MG, Vasco e atualmente Flamengo. É, por incrível que pareça, um dos maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro desde 2003, quando começou o regulamento por pontos corridos. Tá BEM longe de ser um cara que joga bem, que tem técnica, mas tá sempre aí, jogando em time grande, fazendo gol, no fim é o que importa né?

Datas de vítimas de Alecsandro
          Ele estar na lista sendo um cara tão sem técnica meio que surpreende né?
Enfim, vamos ao segundo: Alexsandro de Souza. O Alex. Sim, aquele. O (injustamente apelidado, diga-se de passagem) Alexotan. O meia, ex-Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro, que fez sucesso no Fenerbahce e voltou pro Coritiba (não citei o Flamengo porque ele não jogou lá, só vestiu a camisa e entrou em campo, jogar é uma palavra muito forte). O cara é meia, tem mais de 400 gols na carreira, merece respeito, joga DEMAIS. Segue a lista:

Datas de vítimas de Alex
         Apesar de eu ter colocado esse gol dele em 2013 contra o São Paulo, vale lembrar desse: 
        Uma PINTURA.

        O terceiro da lista: Dagoberto. Vulgo Dagol, revelado (e odiado pela torcida do) pelo Atlético-PR, ficou anos no São Paulo para depois migrar pra Internacional e daí Cruzeiro. Eu tenho ódio mortal desse sujeito porque ele SEMPRE faz gol no Grêmio. Apesar de nunca ter sido um cara goleador, é TETRA campeão brasileiro e deve ser penta esse ano (2014), se juntando a seleta lista de Zinho e Andrade como o maior vencedor de campeonato brasileiro (pós-1970). Os gols dele, a seguir:

Datas de vítimas de Dagoberto
         O mais interessante é que nem precisa contar a época dele no Atlético Paranaense que ele consegue fazer gol em todos do G12 mesmo assim. Agora vamos a: Diego Souza. Revelado pelo Fluminense e com passagens fracas por Flamengo e Benfica, RENASCEU no Grêmio, para depois rondar por Palmeiras, Atlético Mineiro, Vasco, Cruzeiro exterior e atualmente se encontra no Sport. Sempre alternou bons e maus momentos na sua carreira, também sendo um grande andarilho. Impressiona o fato dele ser meia e ainda assim estar nessa lista. Os seus números são os seguintes: 

Datas de vítimas de Diego Souza
        A seguir temos: Fred. Por anos autor do gol mais rápido da história do futebol (esse: https://www.youtube.com/watch?v=fvPiSQn999A, já superado), Revelado pelo América-MG, foi para o Cruzeiro numa jogada de MESTRE do então presidente do Cruzeiro, Alvimar Perrella, que o trocou por Gerson Magrão. Após uma boa passagem pelo Cruzeiro passou anos no Lyon da França até ser contratado pelo Fluminense, clube no qual foi bicampeão brasileiro e é ídolo. Pelo Fluminense, só não marcou contra o Santos (e contra o Fluminense rs):

Datas de vítimas de Fred
        Agora temos como outro a conseguir o feito Luís Fabiano. Ídolo da Ponte Preta e protagonista de uma relação de amor e ódio com o São Paulo, o atacante é um dos grandes artilheiros do clube tricolor.  Após anos na Europa, voltou para o SPFC em 2011. Se nota um curioso jejum de gols contra o Internacional que dura mais de uma década. Seus números são os seguintes:

Datas de vítimas de Luís Fabiano
        Agora temos outro na lista, que se destaca pela sua LONGEVIDADE no futebol e por ter estourado tarde: Paulo Baier. Com recém completados 40 anos, dono de passagens de sucesso por Criciúma, Goiás e Atlético Paranaense, o meia é o maior artilheiro do campeonato brasileiro de pontos corridos, colecionando mais de 100 gols. Seguem os seus números:

Datas de vítimas de Paulo Baier
         Números estes conseguidos somente de 2008 para cá, ano no qual completou 34 anos. O último da lista é talvez um dos maiores futebolistas em atividade no mundo: Rogério Ceni. Maior goleiro artilheiro da história e grande ídolo do São Paulo Futebol Clube, o goleiro marcou gols em diversos clubes.

Datas de vítimas de Rogério Ceni
Algum dado errado? Alguma sugestão? Algo que não bate? Algum jogador que você acha que pode também ter conseguido? Comenta aí!